Pesquisar

Resenha: A história de Fernão Capelo Gaivota

A história de Fernão Capelo Gaivota

 

A história de Fernão Capelo Gaivota foi publicada originalmente nos Estados Unidos, na década de 1970. Tornando-se um clássico da literatura mundial e ganhando traduções e versões por todo o globo.

Basicamente, conta a história de uma gaivota que não se contenta com as “convenções sociais”. Em função de seu fascínio por acrobacias aéreas, ignora a ordem de que voar seja apenas uma forma de se movimentar, principalmente para as gaivotas que não teriam capacidade de praticá-las.

Podemos dividir a história em três partes. Durante a primeira parte Fernão Capelo Gaivota mostra-se completamente frustrado com a conformidade das gaivotas em aceitar limitações de vida ao mesmo tempo em que é apaixonado por voos de todos os tipos. Chegando inclusive a ser banido do grupo por conta dessa confronto.

Na segunda parte Fernão aparece em uma outra sociedade, onde todos dividem a mesma paixão pelos voos e acrobacias. Evidenciando uma fase de dedicação e e disciplina com o aprendizado e o exercício em busca da perfeição e domínio dos voos que gosta tanto.

A terceira e última parte traz luz, enfim, a mensagem da história sobe a dedicação e a busca pela liberdade, que não vou contar muito para não soltar spoiler mas que passa pelo fato de um ser evoluído não abandonar os que ficaram para trás e sim ajudá-los a desenvolver-se também.

Um hino de liberdade

O livro fala de superação, das diferenças e de sonhos. Az vezes precisamos ir além dos limites conhecidos para obtermos auto conhecimento e auto estima. Não podemos construir metas baseados nos limites de outra pessoa. Qual o seu limite? Onde você quer chegar?

Por que tenho que ser e pensar igual a todo mundo? Não podemos nos obrigar a ser ou estar de uma forma, pura e simplesmente para não desapontar segundos e terceiros. Sem desafios e sem fracassos  o medo impede que se sair do lugar. Por isso, precisamos de dedicação ao que queremos conquistar. Ir em frente sem desistir mesmo sabendo que será difícil.

A constante busca pelo reconhecimento externo não pode nos fazer esquecer que é impossível agradar a todos. Trata-se, no entanto, de ter uma razão para viver. Há que se aprender sempre, em qualquer situação, em qualquer lugar. Afinal, foi para isso que viemos para este mundo, viver a vida. Esquecemos aos poucos dessa missão universal.

Liberdade, não sabemos o que é liberdade.

A primeira vez que li o romance de Richard Bach era apenas um pré-adolescente confuso e afoito. Confesso que na época não entendi muita coisa do livro. Li muito por influência de meu pai que tinha um exemplar em casa, bem dessa época de lançamento. Se não me engano é da segunda edição.

Por sorte os livros que papai coleciona desde sempre estão intactos e bem cuidados. Dia desses peguei Fernão Capelo Gaivota e lembre que já havia lido mas não lembrava da história. Escolhi reler e tive boas surpresas. Até porque a mensagem do livro veio a calhar com o memento em que vivo, de recomeços de novos sonhos e metas.

Tomara que a mensagem chegue até você que decidir ler este livro, que é pequeno, simples mas traz muita luz a cerca de questionamentos existenciais e sociais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *